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FIM DO CONFLITO

Juiz acata recomendação e envia processo para Comissão de Regulação Fundiária

Nova decisão determina que famílias só podem ser retiradas após mediação técnica da Comissão de Conflitos Fundiários

Publicado em 17 de abril de 2026

Juiz acata recomendação e envia processo para Comissão de Regulação Fundiária

Deputado Max Russi reunido com os moradores no condomínio Villa das Minas

A noite desta sexta-feira (17) trouxe alívio para 656 famílias de Cuiabá. O juiz Marcio Aparecido Guedes, da 1ª Vara Cível da Capital, emitiu uma nova decisão que suspende temporariamente a retomada de posse dos condomínios Villa das Minas e Villa das Lavras do Sutil I e II. A medida atende a uma recomendação da Corregedoria-Geral da Justiça, acionada diretamente pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (Podemos).  

Com a determinação, qualquer ordem de retirada das famílias fica travada até que a Comissão Regional de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça realize uma análise técnica do caso. O objetivo é buscar uma solução pacífica e humanizada, levando em conta a situação de vulnerabilidade dos moradores.  

Vitória da Mobilização

A crise havia sido deflagrada após uma decisão judicial anterior, assinada pelo juiz Márcio Aparecido Guedes, determinar a reintegração de posse em favor da empresa Trunk Gestão Empresarial Ltda. A medida afetava imóveis vinculados à massa falida da Trese Construtora, um imbróglio jurídico que se arrasta há quase 30 anos.

A articulação de Russi se intensificou após uma visita presencial ao condomínio Villa das Minas na última segunda-feira (13), onde ele ouviu relatos de moradores que corriam o risco de perder suas casas.

A tensão aumentou na noite de quinta-feira (16), quando o parlamentar retornou ao condomínio após a Justiça autorizar o uso de força policial e arrombamento para o cumprimento da imissão na posse, suspendendo inclusive a regularização fundiária da Prefeitura sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

“É mais uma vitória para os moradores. Fico muito feliz que a justiça está sendo feita. Ouvir histórias como a da dona Sandra, que mora com a mãe e o filho com deficiência, e saber que poderiam ficar sem teto, me comoveu. Hoje, após alguns dias de muito trabalho, garantimos segurança para esses 656 moradores”, comemorou o deputado.

Próximos Passos

O processo será enviado com urgência para a Comissão de Conflitos Fundiários. O grupo realizará um levantamento socioeconômico detalhado para subsidiar uma decisão judicial que respeite a dignidade humana e a função social da posse. Enquanto a mediação técnica estiver em curso, as famílias permanecem em suas casas com segurança jurídica.  

 

 

 

Crédito: Anny Gondim - Assessora de Imprensa

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